Manifestação para exigir queda do Governo com pouca adesão

A manifestação organizada hoje pelo Movimento "Que Se Lixe a Troika", no Porto, para exigir a queda do Governo, reuniu apenas cerca de 50 pessoas, mas a organização do protesto promete voltar "em força" no próximo mês de setembro.

"Podemos garantir uma coisa, esta não será a última manifestação que o 'Que se Lixe a Troika' marca. As pessoas que aqui estão são válidas, vamos esperar pelo que vai acontecer para, em setembro, voltarmos em força", disse Adriano Campos.

O porta-voz da organização do protesto explicou que os movimentos "Que se Lixe a Troika" e "Precários Inflexíveis" tentaram mobilizar as pessoas pelos meios disponíveis, pela Internet, pelos movimento sociais e pelos contactos que foram construindo no último ano, mas a adesão não correspondeu às expectativas.

Contudo, Adriano Campos considera que é "muito claro que as pessoas querem a demissão do Governo, que estão cansadas e muitas delas estão até bastante chocadas com o grau tão baixo a que política em Portugal chegou".

"As coisas alteraram-se do ponto de vista político, ou seja, aquilo que parecia ser a queda iminente do Governo na quarta-feira, quando nós convocamos a manifestação, transformou-se nesta peça de teatro do horrível, nesta política muito baixa e muito mesquinha do primeiro-ministro e de Paulo Portas", frisou.

Adriano Campos acrescentou que, em seu entender, "muitas pessoas estão confusas e com medo do que possa vir a acontecer" porque "este Governo, os comentadores e os políticos têm sido pródigos a ameaçar as pessoas com o papão do segundo resgate".

"Temos que resistir a essa chantagem. O Governo diz agora uma coisa, reúnem de manhã, voltam a reunir a tarde, afinal o Paulo Portas fica, vai e volta mais uma vez. Isto é o sinal do descalabro. Nós acreditamos que em setembro ou em outubro, no máximo, estaremos a comemorar a queda deste Governo. Toda a gente já percebeu que não há solução possível", referiu.

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