Maioria dá nota negativa ao Governo

Uma maioria de 62% dos portugueses inquiridos pelo Centro de Sondagens da Universidade Católica (CESOP) para a RTP considera "mau" (33%) ou "muito mau" (29%) o desempenho do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho. E só 29% entende que a prestação governamental é "boa" ou "muito boa".

Comparando estes resultados com o barómetro de setembro do ano passado - altura em que ainda não tinham sido anunciados os cortes nos subsídios de férias dos funcionários públicos e dos pensionistas - há um notório decréscimo da percentagem de pessoas com uma avaliação positiva sobre o desempenho do Governo.

Na altura, estavam mais equilibrados os que entendiam que a prestação era má (36%), e os que elogiavam o Executivo PSD/CDS (32%). A percentagem dos que não tinham ainda opinião era substancialmente maior (22%) do que a do presente barómetro (9%).

Curiosamente, o mesmo barómetro realizado agora em fevereiro mostra que uma esmagadora maioria dos inquiridos, de 73%, não reconhecem capacidade a qualquer partido da oposição para fazer melhor do que o atual. Uma percentagem que cresce em relação a setembro do ano passado, já que nessa altura só 66% assim se pronunciavam.

Entre os inquiridos, 43% não consideram que as medidas adotadas levarão a um futuro melhor, contra 37% que entendem precisamente o contrário e os 19% que não sabem ou não querem responder.

A divisão também patente sobre as alternativas "viáveis" ao rumo que o Governo tem seguido: 40% considera que há alternativa; 43% que não existe outra via; e 23% que não sabe ou não responde. Números que contrastam com os 14% dos portugueses que consideram existir outra força política capaz de dirigir melhor o País.

Ficha técnica:Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a RTP nos dias 11 e 12 de Fevereiro de 2012. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram obtidos 978 inquéritos válidos, sendo que 56% dos inquiridos eram do sexo feminino, 32% da região Norte, 20% do Centro, 32% de Lisboa e Vale do Tejo, 8% do Alentejo e 8% do Algarve. A taxa de resposta foi de 47%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 978 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.

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