"Maioria clara" nos mandatos e nos votos. Costa convencido da vitória

Questionado sobre a hipótese de o PS vencer em votos, mas ser derrotado pela coligação PSD/CDS em número de mandatos, Costa declarou estar certo que os socialistas "terão uma maioria clara".

O secretário-geral do PS recusou-se este sábado a colocar um cenário de vitória eleitoral socialista, mas com derrota em mandatos, afirmando-se confiante que haverá "uma solução estável" e que o país lhe conferirá "uma maioria clara".

Estas declarações foram proferidas no final de uma ação de rua na zona de Alvalade, em Lisboa, depois de confrontado pelos jornalistas com a notícia do semanário Expresso, segundo a qual o Presidente da República, Cavaco Silva, convidará para formar Governo a força política que tiver mais mandatos nas eleições legislativas.

Interrogado sobre a hipótese de o PS vencer em número de votos, mas ser derrotado pela coligação PSD/CDS em número de mandatos no parlamento, António Costa declarou estar certo que os socialistas "terão uma maioria clara", conferindo ao país "uma solução estável de Governo".

Também sobre a questão de que o PS chumbará uma proposta de Orçamento do Estado para 2016 de um Governo de maioria relativa PSD/CDS, António Costa recusou colocar esse cenário.

"Mas eu viabilizo o Orçamento que vai estar em votação, porque é o Orçamento apresentado pelo Governo do PS", respondeu.

Numa arruada em que jogou claramente em casa, já que enquanto presidente da Câmara percorreu várias vezes a pé aquelas ruas entre o mercado de Alvalade e a Avenida da Igreja, António Costa já tinha sido confrontado por uma senhora apoiante, sentada na esplanada do café, com a possibilidade de a maioria PSD/CDS vencer as eleições em mandatos, apesar de derrotada em número de votos, e o Presidente da República convidar o atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para formar novamente Governo.

Nessa ocasião, o líder socialista deu uma resposta telegráfica à senhora que lhe mostrara a primeira página do semanário Expresso: "É preciso termos mais mandatos".

Como aconteceu em ações de campanha para a presidência da Câmara de Lisboa, o secretário-geral do PS teve à frente da sua comitiva uma banda de música e os seus apoiantes gritaram o 'slogan' "de quem o povo gosta é de António Costa.

O líder socialista foi quase sempre bem recebido pelos populares e entrou em vários estabelecimentos comerciais, lojas de roupa ou cafés, em que a promessa do PS de repor o IVA da restauração nos 13 por cento foi tema central das conversas.

Ao lado de Costa esteve o antigo líder socialista Ferro Rodrigues, vários candidatos a deputados pelo PS no círculo de Lisboa, vereadores da Câmara da capital, como Manuel Salgado mas também apareceram na ação de campanha anteriores dirigentes das direções de António José Seguro, casos de Marcos Sá, Jorge Seguro ou João Serrano.

Ao longo de uma hora de arruada, o secretário-geral do PS cruzou-se também com alguns amigos moradores naquela zona da cidade, ou com familiares desses amigos.

Ouviu quase sempre palavras de incentivo para a eleição de 04 de outubro e só por duas vezes escutou protestos, primeiro de um retornado de Angola, depois de uma senhora que gritava "está tudo preso".

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