Louçã diz que não é altura para "perder tempo com jogos políticos"

O dirigente do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, disse hoje que não é altura para "perder tempo com jogos políticos", em particular no que toca à proposta de Orçamento do Estado para 2012.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afirmou hoje que "todas as propostas [para o Orçamento do Estado] são possíveis de ser avaliadas", incluindo a manutenção de um dos subsídios dos funcionários públicos.

Louçã ilustrou a situação: "Se alguém for assaltado e o assaltante lhe disser 'quero a sua carteira e o seu relógio', e na pressa fugir só com a carteira, algum dos vossos amigos vos vai dizer 'que alívio, que alívio! Ele ofereceu-te o relógio'? Alguém vai pensar nisso? Um assalto é um assalto, um salário é um salário".

O economista, que disse não aceitar o "assalto", acusou, por seu lado, o Partido Socialista de já ter dado "todas as respostas possíveis" sobre como iria votar o documento em discussão, desde o "sim" ao "não", "de forma que o resultado é 'nim'".

"Na verdade, a pergunta que interessa é o que é que este orçamento faz pelo país? E todos sabemos a resposta, a começar pelos dirigentes do Partido Socialista: destrói a economia do país, cria desespero", referiu Louçã, no encerramento da conferência internacional 'O Euro e a Crise de Dívida', no Porto.

O secretário nacional do PS, João Ribeiro, acusou hoje o Bloco de Esquerda de ser corresponsável pelo Orçamento do Estado para 2012 por ter "colaborado com a direita para derrubar um Governo de esquerda".

"Se há este orçamento também é por responsabilidade do Bloco de Esquerda, porque se há este Orçamento é porque há este Governo e se há este Governo é porque o Bloco de Esquerda se aliou e colaborou com a direita para derrubar um Governo de esquerda do Partido Socialista", disse aos jornalistas João Ribeiro, em reacção às declarações do dirigente do BE, Francisco Louça, a acusar o PS de ter voltado as costas aos trabalhadores.

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