Louçã diz que Governo atua sempre com "planos B"

Ex-líder do Bloco de Esquerda defendeu eleições antecipadas para que a troika perceba que "o povo português não quer austeridade" e diz que Portugal precisa de um "Governo de esquerda"

O ex-líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considera que ao solicitar um plano B ao Governo, o FMI está a assumir que as políticas seguidas não são as mais indicadas e a admitir o chumbo de algumas medidas de austeridade por parte do Tribunal Constitucional. Em entrevista à Sic Notícias, o ex-coordenador dos bloquistas defendeu que "o Governo tem atuado sempre partindo de planos B".

Francisco Louçã alerta que a eventualidade de um "plano B", já admitida pelo Governo, é sinónimo de mais austeridade, prevendo que esse mesmo plano signifique "cortes de 800 milhões de euros que não estão previstos no Orçamento do Estado e que vão custar aos portugueses".

Louçã citou ainda o Presidente da República, dizendo que a "espiral recessiva" da economia é uma evidência. Defendeu ainda que a existência de eleições antecipadas era importante para as "autoridades internacionais de que o povo português não quer austeridade".

O bloquista diz ser necessário um "governo de esquerda para interromper este curso de austeridade". Porém, embora tenha elogiado o facto do "PS se afirmar contra a política orçamental do Governo", Louçã quer que os socialistas digam "se acham que é possível combater a austeridade sem seguir o memorando da troika".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG