Liderança bicéfala não é única solução em cima da mesa

A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago afirmou no sábado que a possibilidade de uma liderança bicéfala tem apoiantes e adversários dentro do partido e recordou que há militantes que têm "outros modelos" de direção.

"Todas estas possibilidades estão ainda em aberto, estas propostas têm apoiantes mas há pessoas que têm outras ideias e têm outros modelos de direção. É um debate que ainda está a ser feito", disse a deputada aos jornalistas, à margem de um comício do Bloco de Esquerda em Quarteira, Algarve.

Na sua missiva aos militantes publicada sexta-feira à noite no Facebook, em que revela que não tenciona recandidatar-se à liderança, Francisco Louça defendeu que a sua sucessão deverá ser bicéfala, protagonizada por um homem e uma mulher.

Escusando-se a revelar se tenciona candidatar-se à liderança, Ana Drago sustentou que a discussão sobre nomes "restringe o debate político que é necessário fazer" e afirmou que "trabalhar nomes é fabricar figuras".

No entanto, observou que o Bloco de Esquerda tem dirigentes "que têm capacidade, protagonismo, propostas políticas e capacidade de confronto que permitem fazer uma nova liderança".

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