Juncker o 'amigo' que diz que Portugal foi 'impressionante'

O candidato do PPE à presidência da comissão elogiou "excelente trabalho" do Governo e do País na aplicação e na saída do programa de resgate

O candidato do Partido Popular Europeu à Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, participou hoje em ações de campanha da coligação PSD/CDS às Europeias, defendendo que Portugal "desde o programa de resgate, fez um excelente trabalho, conseguiu uma saída limpa, e isso é muito impressionante".

O antigo presidente do Eurogrupo disse ainda - durante uma visita a uma fábrica de massas e cereais - que "na Europa admiram Portugal e os portugueses porque sabem que este plano de resgate teve como consequência duros sacrifícios pagos pela população, em geral, e pelos mais fracos."

O ex-primeiro-ministro luxemburguês, que este noite participa num jantar com apoiantes na Trofa, considerou que "Portugal está no bom caminho", lembrando que "voltou a conseguir acesso aos mercados financeiros." Porém, pediu paciência, pois estes sinais "não ajudam os desempregados logo no primeiro segundo, mas acredito que a situação vai melhorar."

O cabeça de lista da coligação, Paulo Rangel, tem vindo a defender que Juncker é "amigo de Portugal" e um "profundo conhecedor da realidade do País". Hoje, foi a vez do luxemburguês retribuir o apoio dos dois partidos que fazem parte da sua família europeia: o PPE.

Jean-Claude Junker teve mesmo uma participação mais ativa ao subscrever - ao lado dos dois rostos da coligação PSD/CDS às Europeias, Paulo Rangel e Nuno Melo - o manifesto "Nunca Mais", que apela a que não se repitam "três anos de exceção e restrições". O documento conta com mais de 500 assinaturas, tem como primeiro subscritor o ex-secretário de Estado do Tesouro, António Nogueira Leite, e pretende "evitar que as práticas que nos trouxeram ao tratamento de choque que tivemos durante três anos, não se repitam no futuro para que nunca mais nós tenhamos esta desgraça sobre os mais desfavorecidos".

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