Júlio Pereira recusa ligação a relatório sobre jornalista

Júlio Pereira, secretário-geral do SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa), recusa qualquer ligação das 'secretas' portuguesas com o relatório pessoal e profissional sobre o diretor do Expresso apreendido ao ex-diretor do SIED Jorge Silva Carvalho.

"Só me pronuncio, quando entendo que o devo fazer, sobre o que se passa dentro dos serviços, e não sobre o que se passa fora", disse ao DN o chefe máximo das 'secretas' portuguesas, deixando assim implícita a ideia de que a autoria do documento não pertence aos serviços secretos.

Júlio Pereira escusou-se a responder ao DN quando questionado sobre se os últimos acontecimentos já o tinhjam levado (ou não) a colocar o seu lugar à disposição do primeiro-ministro, de quem depende.

Ontem, comentando o relatório, Ricardo Costa exigiu saber quem fez o relatório, e porquê, pedindo que isto fosse "respondido ao mais alto nível". "Não sei se o secretário-geral dos serviços de informação da República tem a noção de que estas coisas são feitas sobre os jornalistas", comentou à Lusa o diretor do Expresso.

O relatório, encontrado nos aparelhos electrónicos apreendidos a Silva Carvalho (dois telemóveis, dois portáteis e um 'tablet') contém também informação pormenorizada sobre o irmão de Ricardo Costa, o dirigente socialista (e ex-ministro da Justiça e Administração Interna) António Costa, atual presidente da câmara de Lisboa.

Não tem data nem autoria assumida e não foi apenso ao processo em que Silva Carvalho é acusado (nomeadamente) de corrupção por ter sido considerado irrelevante para a acusação.

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