Julgamento em risco por falta de tradução de documento

Ministério Público "descobriu" hoje um documento que não está traduzido, considerado fundamental para um pedido de alteração de factos da acusação. Defesa fala em "guerrilha processual".

O procurador Vitor Pinto, que representa o Ministério Público no julgamento do caso 'submarinos contrapartidas', pediu hoje a tradução de um documento considerado importante para uma alteração de factos da acusação.

A iniciativa do procurador surpreendeu os advogados de defesa dos arguidos uma vez que o documento em causa já foi mostrado várias vezes às testemunhas que vieram depor a tribunal, sem que alguma vez alguém tivesse pedido a sua tradução.

Numa primeira reação Nuno Godinho de Matos, advogado que representa os arguidos alemães - Horst Weretecki, que foi vice-presidente da Man Ferrostaal e acompanhou a execução do programa de contrapartidas, Antje Malinowski, sua subalterna e Winfried Hotten, que foi responsável pela pasta das contrapartidas dos submarinos antes de Weretecki -, considerou que se trata de "guerrilha processual", sendo que se o tribunal aceitar a pretensão do Ministério Público, todos os arguidos terão de ser notificados para se pronunciarem sobre o pedido do mesmo, o que levará, pelo menos, à suspensão do julgamento durante 20 dias.

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