JS quer "desenhar soluções concretas para a governação"

O presidente da federação do Porto da Juventude Socialista (JS), João Torres, assume as dificuldades de chegar à liderança da JS "num momento muito difícil", elegendo como missão "desenhar soluções concretas para a governação do país".

João Torres, que se apresenta como candidato único à sucessão de Pedro Delgado Alves na liderança dos jovens socialistas, apresenta dois grandes desafios para o mandato: desenhar soluções concretas para governação do país e qualificar a democracia.

"A JS tem que dizer 'não' a estas políticas que o Governo tem implementado. É importante mostrar propostas concretas no curto prazo e também uma visão de longo prazo para o país. Daqui a 20 ou 30 anos a minha geração será a que está a conduzir os destinos do país", defendeu.

Em declarações à Lusa, no dia em que encerra o XVIII Congresso Nacional, em Viseu, João Torres advogou ainda o desafio de "qualificar a democracia", considerando que "compete à JS ter uma postura de auscultação dos anseios e preocupações dos mais jovens".

Aos 26 anos, o dirigente socialista pretende "criar pontes dentro da estrutura no sentido de reforçar a posição da JS na sociedade", admitindo que "há um problema de perceção numa franja da opinião pública que desconsidera a militância entre a juventude partidária".

"Temos obrigação de desconstruir essas ideias mas nunca de forma autista", declarou, acrescentando estar "consciente das dificuldades" e que está a "emprestar a cara a uma causa difícil".

Ao longo dos dois anos de mandato, João Torres promete não abandonar um conjunto de causas relativas aos mais jovens, a que se refere como "direitos de que estão a ser privados", como o ensino e o emprego.

"Preocupa-me muito a emigração de jovens portugueses e sobretudo a mensagem subjacente à política. É inaceitável que o Estado invista na qualificação de uma geração e que, no final do seu percurso de formação, nada mais tenha a dizer do que um apelo à emigração", acrescentou.

O futuro líder da JS contou que "já passou pelas dificuldades quotidianas do cidadão comum, como a procura do primeiro emprego", que deixou no final de abril para se dedicar, em exclusivo, ao projeto da liderança dos jovens socialistas.

Militante socialista "há mais de dez anos", João Torres iniciou o percurso político na concelhia da Maia, de onde é natural, tendo, em 2010, chegado à presidência da federação do Porto da JS.

Deputado municipal na Câmara da Maia, desde 2006, o engenheiro civil foi candidato pelo PS à Assembleia da República no 20.º lugar pelo círculo do Porto nas últimas Legislativas, e elege Mário Soares e António Guterres como referências políticas.

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