José Manuel Coelho acusa deputado de ser "assassino"

O deputado do Partido Trabalhista Português (PTP), José Manuel Coelho, acusou esta manhã na Assembleia Legislativa da Madeira o deputado do PSD, José Pedro Pereira, de ser um "assassino", e de contratar "jagunços" que o ameaçaram de morte, envolvendo nesta acusação um guarda prisional.

O debate, que acabou com o chumbo do PSD à moção de censura, esteve interrompido por cerca de 10 minutos.

O secretário do Plano e Finanças da Madeira criticou hoje na Assembleia Legislativa do arquipélago o "oportunismo político" dos grupos parlamentares do PS-M e do PTP-M que apresentaram moções de censura ao Governo Regional.

"É um debate baseado no mais puro exercício de oportunismo político", disse Ventura Garcês na sua intervenção inicial na Assembleia Legislativa da Madeira que discute hoje, pelo segundo dia consecutivo, uma moção de censura ao Governo Regional, desta vez apresentada pela bancada do PS-M.

O governante reforçou que "esta iniciativa não se fundamenta em qualquer razão séria" e o "único objetivo é o de enxovalhar o Governo Regional na base do oportunismo político".

O responsável opinou que os dois partidos proponentes das moções de confiança, o PTP "abusou de uma prerrogativa legitima, mas não pretendem mais do que brincar à política, em total desrespeito por quem os elegeu", enquanto o PS protagoniza "mais um episódio da disputa política que se vem gerando pela primazia da liderança da oposição", que perdeu nas últimas eleições legislativas regionais, sendo ultrapassado pelo CDS/PP-M que tem nove deputados na Assembleia da Madeira.

Ventura Garcês considerou que o PS-M apresentou esta moção com o pretexto da dívida regional, "esquecendo que esta "foi efetivada ao serviço do desenvolvimento e do crescimento económico, realizada ao serviço de obras de apoio à infância, aos idosos, aos carenciados e às famílias".

"O PS critica o Governo por praticar um crime. Qual? é o de estar ao lado dos madeirenses e dos seus reais interesses e aspirações", argumentou o secretário do executivo insular.

Segundo o governante, "o PS procurou com esta moção de censura construir uma crítica de fundo à atuação do Governo com base numa falácia, várias vezes repetidas, sobre o pretexto do despesismo e o excessivo investimento público", disse o secretário, apontando que apesar das críticas que faz, os partidos da oposição "percorrem as freguesias" da região e reivindicam infraestruturas.

O responsável governamental destacou que "o Governo Regional, com sacrifício de todos os madeirenses, tem revelado um forte e empenho numa consolidação significativa e apresentado resultados positivos e credíveis, o que permite que a região se encontre agora reforçada para apresentar soluções alternativas e alguma flexibilidade junto do ministério das Finanças".

"Sempre defendemos que o aumento da carga fiscal não é sinónimo do aumento da receita fiscal", sublinhou.

Visto que o Governo Regional se fez representar nesta sessão plenária apenas pelo secretário do Plano e Finanças, o deputado único do PCP-M, Edgar Silva, insistiu na suspensão dos trabalhos, "até que estejam reunidas as condições regimentais" e o presidente do executivo, Alberto João Jardim compareça no parlamento, uma proposta que foi rejeitada com os votos da maioria do PSD-M.

Edgar Silva ainda desafiou os partidos da oposição a abandonarem o hemiciclo, mas como não teve o apoio, o parlamentar comunista, mais uma vez, como fez na sessão de quarta-feira, abandonou o plenário.

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