José Lello diz que promoção de Manuel Maria Carrilho é "ato hostil" à história recente do partido

O deputado socialista José Lello considerou hoje que a eventual designação do ex-ministro Manuel Maria Carrilho para a direção do Laboratório de Ideias para Portugal (LIP) do PS constitui "um ato hostil" à história recente do partido.

Esta posição do ex-secretário nacional do PS para as Relações Internacionais foi transmitida na reunião de hoje da bancada socialista e foi repetida em declarações à agência Lusa.

Juntamente com o ex-líder parlamentar do PS Francisco Assis e com a ex-ministra (e especialista em assuntos europeus) Maria João Rodrigues, Manuel Maria Carrilho é um dos nomes apontados para integrar a direção do LIP - entidade que substituirá o gabinete de estudos deste partido, que será responsável pela apresentação do futuro programa eleitoral e que terá como presidente o secretário-geral, António José Seguro.

"A nomeação de Manuel Maria Carrilho é inaceitável, porque ele tem um passado de traição em relação a todas as lideranças do partido. Falo do que aconteceu com António Guterres, com Ferro Rodrigues ou mais recentemente com José Sócrates", disse José Lello.

José Lello, um dos deputados considerados mais próximos de José Sócrates, afirmou ainda que a eventual "promoção" de Manuel Maria Carrilho "é uma opção incompreensível por parte da atual direção do PS e representa um ato hostil em relação à História recente do partido".

"Tendo a companhia de Manuel Maria Carrilho na direção no LIP, acho também que Francisco Assis deveria refletir", acrescentou.

José Lello foi um dos elementos da anterior equipa diretiva de José Sócrates que apoiou a derrotada candidatura de Francisco Assis à liderança do PS.

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