Jerónimo: "Se puderem, livram-se dos trabalhadores"

Secretário-geral do PCP voltou a marcar posição contra o contrato de subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, vincando que os funcionários "não estão no centro das preocupações" daqueles que pretendem adquirir a empresa.

Jerónimo de Sousa não quer ouvir falar da subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), onde esteve esta segunda-feira, em campanha pela CDU para as eleições autárquicas, salientando "olhos nos olhos" dos trabalhadores que o processo em curso é "a prova" de aquela é uma "empresa viável" e "cheia de potencialidades".

Por isso, o líder comunista falou para cerca de uma centena de trabalhadores à porta das instações dos ENVC, apelando a que "lutem até à última possibilidade" para "impedir que o crime seja consumado em silêncio".

"Se eles puderem, dão cabo da empresa, se eles puderem, encerram-na, se eles puderem, despedem, se eles puderem, livram-se dos trabalhadores", disparou Jerónimo, reiterando que o processo de subconcessão tem "responsáveis", com intenções claras de entregar ao setor privado um empresa que não está "caduca".

Registe-se ainda que até às 10.00 desta segunda-feira foram entregues as listas dos potenciais compradores dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC - cujo contrato expirará em março de 2031 -, que muito em breve deverão ser conhecidas, e também que os funcionários da empresa estarão em greve no próximo dia 4 de outubro.

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