Jerónimo diz que adenda ao tratado é "falsa saída"

Jerónimo de Sousa abriu esta manhã as jornadas parlamentares do PCP com um ataque ao PS e à oposição de António José Seguro comparando o protocolo adicional ao tratado orçamental que os socialistas propõem a um "remendo" que só pode levar a uma "falsa saída".

"Plenamente comprometida com a UE, a social-democracia fala agora numa 'austeridade inteligente' e propõe remendos com protocolos adicionais ao tratado orçamental que manteria a intensificação da exploração e o desmantelamento da Segurança Social e dos serviços públicos e intocáveis todas as condicionantes a um desenvolvimento económico soberano que aplicadas ao nosso país o condenaria à tutela permanente da União Europeia."

"Trata-se de uma falsa saída, esta impossível reforma que só pode estar condenada ao fracasso e à nossa rejeição", concluiu.

A intervenção do líder comunista acontece dois dias antes da votação no Parlamento da proposta de resolução do PS para que acrescentar ao tratado orçamental, que impõe um travão ao défice, uma adenda com medidas para o crescimento da economia.

Jerónimo insistiu que a resposta aos problemas do país exigem a "inversão do caminho" e "propostas de rutura" com a política do memorando numa altura em que a crise que se arrasta pelo país como "uma mancha de óleo".

O líder comunista afirmou que "não há operação de cosmética que possa encobrir a gravidade" da situação da economia e os números do desemprego e avisou que a situação se vai agravar com a aprovação do Documento de Estratégia Orçamental.

"Esse novo novo PEC que [o Governo] enviou há dias à Comissão Europeia e que a Assembleia da República debaterá esta semana transporta ele também a perspectiva de novos agravamentos com o corte e privatização de 20% dos serviços públicos e com a revisão para patamares ainda mais drásticos das metas de redução do défice previstas em todos os próximos anos."

Jerónimo arrasou ainda a proposta do Governo para cortar as rendas excessivas na energia que significa que os preços da eletricidade pagos pelos consumidores vão continuar a subir.

"O Governo fala em cortar 1800 milhões de euros! Logo apenas corta 74% das rendas indevidas e dos lucros ilegítimos futuros. E não diz, apesar de questionado pelo PCP, como e quando vai mandar a EDP e companhia devolver os 1500 milhões de euros já cobrados indevidamente."

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