Jerónimo critica a "mãozinha" do Presidente e avisa que não está cansado

Líder comunista acusa Cavaco Silva de querer bipolarizar os votos. Diz que não se cansa de lutar contra austeridade

Com um cartaz da CDU na mão, Ákus, de apenas 6 anos, "liderou" a comitiva que acompanhou Jerónimo de Sousa numa arruada pelo Porto. Falcão Branco - o significado do nome do jovem militante - resiste à mãe, que o tenta puxar para o passeio

"Ele está dentro dos assuntos, consciente de que a mãe enfrenta um processo de despedimento coletivo, tem dificuldade em pagar as contas", explica Mónika Varga, de nacionalidade húngara, sem perder de vista o filho. "É assim que tem de crescer, é assim que teremos uma nova geração consciente" para lutar pelos direitos dos trabalhadores, insiste a dirigente sindical, residente da Póvoa de Varzim.

Três ou quatro metros atrás, Jerónimo de Sousa caminha à frente de muitas centenas de militantes que deixaram a Praça da Batalha em direção à Estação de São Bento e vão gritando: "A CDU avança com toda a confiança" - para o dia em que os portugueses vão dizer de sua justiça, a 4 de outubro.

Não por acaso, Jerónimo de Sousa faz uma breve pausa a meio do percurso para falar aos jornalistas sobre a notícia do jornal Expresso de que o Presidente da República dará posse a um governo do partido com mais mandatos parlamentares em detrimento do que tiver mais votos: "Deixem os portugueses decidir livremente" e votar "sem serem condicionados pela chantagem da bipolarização".

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