Jardim relaciona "ataques à Madeira" com "acordo de bloco central" feito "nas costas do povo"

O líder do PSD/Madeira relacionou na noite de segunda-feira o que disse serem "ataques à Madeira", a propósito da dívida do arquipélago, com um alegado "acordo de bloco central" feito "nas costas do povo".

Muitos destes ataques, disse Alberto João Jardim, num comício em Câmara de Lobos, "vêm de direções gerais, de inspeções, de institutos, da televisão portuguesa, de vários sítios que têm exatamente a mesma máquina dirigente que era do PS".

O chefe do governo regional considerou que "isto é muito estranho", uma vez que, justificou, "o povo votou a favor do PSD, votou a favor desta coligação e, no entanto, continua o PS a dominar o aparelho de Estado".

E prosseguiu: "Eu quero saber se por detrás dos votos do povo existe algum acordo de bloco central nas costas do povo".

Depois de voltar a justificar a política de endividamento seguida pelo Executivo regional - "O que é que eu devia ter feito? Não ter feito nada, à espera que alguém nos desse dinheiro, ou devia ter feito enquanto houve dinheiro na Europa, nos bancos e no Estado, mesmo à custa de dívida?" -, Jardim pediu a renovação de uma maioria absoluta para o PSD, acenando com o espetro da ingovernabilidade do arquipélago.

"A única maneira de se formar um governo, caso o PSD não tivesse a maioria absoluta, era um acordo entre oito partidos (...) desde os partidos comunistas aos fascistas. Era uma salada russa, cada um a puxar para o seu lado, a Madeira ingovernável. Se não for o PSD, Lisboa esfrega as mãos de contente, não negoceia coisa nenhuma, vê uma oposição estilhaçada em oito partidos e faz deles o que quer", alertou.

Manifestando a sua estranheza perante o que considerou "uma aliança em Lisboa entre os interesses económicos, financeiros e políticos contra a Madeira", Jardim defendeu depois que a "campanha contra o povo madeirense" tem por objetivo "esconder os problemas" que disse irem em Lisboa.

"Vão saber quantas medidas foram tomadas pelo Governo da República que vão ser tragicamente pesadas para todos os portugueses, mas que passaram despercebidas porque se estava a falar da Madeira", sugeriu.

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