Jardim não tem autonomia para "comprar uma cortina"

O presidente da Câmara Municipal do Funchal e candidato à liderança do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje que Alberto João Jardim está condicionado por um Plano de Ajustamento Económico-Financeiro, de subordinação à República portuguesa, que "nem uma cortina consegue comprar".

"Neste momento, ele (Alberto João Jardim) fala de autonomia mas não tem liberdade e está condicionado e nem uma cortina consegue comprar", referiu o autarca eleito pelo PSD-M e, agora, adversário de Alberto João Jardim à presidência do partido nas eleições internas de 02 de novembro e no congresso regional de 24 e 25 do mesmo mês.

Ao reagir à "separação" da Madeira de Portugal caso os poderes autonómicos não sejam aumentados, Miguel Albuquerque lembrou que a Região Autónoma da Madeira "está condicionada a um Plano de Ajustamento Económico-Financeiro que não dá margem nenhuma à autonomia".

"Neste momento o que é fundamental é o partido mudar de liderança no sentido de ter pessoas com credibilidade para renegociar o Plano de Ajustamento", sublinhou.

Sobre a moção de Alberto João Jardim denominada "Realizar o Futuro", o autarca considera que a mesma "não traz nada de novo".

"É um conjunto de intenções, muitas delas que durante o exercício deste mandato ele não realizou, parece que está a exercer o poder desde anteontem quando já está no exercício do poder há bastante tempo", acusou.

Diz ainda ser um veículo de "um conjunto de lugares comuns e de insinuações que não têm fundamento".

"Acho que é uma moção muito fraca e, sobretudo, uma moção que nada diz sobre o futuro da Região e aquilo que diz não é realizável com a liderança dele e com os protagonistas que o acompanham e tanto que assim é que a região neste momento está num beco sem saída", concluiu.

Quanto à suspensão de Bruno Pereira (a pedido do próprio) do cargo de vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal por integrar a lista para a Comissão Política Regional de Alberto João Jardim, o presidente da Câmara comentou que "o dr. Bruno Pereira tomou a opção, assumiu as consequências dessa opção e, neste momento, o futuro a ele pertence".

"A Câmara tem neste momento os seus vereadores em exercício pleno de funções, houve a delegação de competências nos termos legais e a assunção da vice-presidência por parte do dr. Pedro Calado", observou.

"Neste momento, a situação, do nosso ponto de vista, está solucionada", rematou.

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