Jardim finta manifestantes após vencer moção

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, chegou à Assembleia Legislativa da Madeira acompanhado por um grande grupo de elementos da JSD, que gritavam frases de apoio ao líder. No mesmo local, manifestantes pediam a demissão de Jardim e punham a tocar a música de José Afonso 'Grândola Vila Morena'. No final, moção de confiança foi aprovada só com os votos do PSD-Madeira e Jardim saiu pela porta contrária àquela em que se encontravam os manifestantes.

Edgar Silva, deputado do PCP, acabou de pedir a intervenção do Presidente da República para demitir o Governo de Alberto João Jardim devido ao "abandono do executivo". No debate em curso no Funchal, o deputado comunista considerou a atuação do executivo como uma "anomalia democrática" e uma "ofensa ao povo e à autonomia", lembrando que o governo regional tem deveres perante o Parlamento de acordo com a Constituição.

João Jardim apresentou esta manhã uma moção de confiança ao seu governo, no sentido de relegitimar a sua liderança.

Durante as intervenções da oposição, tanto Jardim como o resto do Governo da Madeira deixaram o plenário. Regressaram para ouvir a intervenção do líder do grupo parlamentar do PSD-Madeira, Jaime Ramos

Por seu lado, a oposição madeirense abandonou a sessão quando Alberto João Jardim iniciou o discurso de encerramento.

"Tudo o que fizemos é legal", disse o presidente do Governo madeirense, após notícias de que o Departamento Central de Investigação e Ação Penal estava "a preparar uma acusação contra a totalidade do Governo Regional da Madeira por prevaricação", na sequência do inquérito sobre a alegada ocultação de dívida pública.

E prosseguiu: "Hoje vimos aqui com esta moção de confiança dizer que não podemos ficar como estamos, que esta moção de confiança é uma mobilização para arrasarmos, para continuarmos a defender as posições que temos defendido e procurar alterar o regime político defendido pelas bancadas da oposição, que colocou o país no estado em que estamos".

O edifício do Parlamento da Madeira encontra-se rodeado por agentes da PSP, uma vez que começaram a chegar ao local alguns elementos do movimento antitroika, tal como estava previsto.

Neste momento, formaram-se dois grupos em frente ao Parlamento, um da JSD e um outro do movimento antitroika contendo elementos da União dos Sindicatos da Madeira.

À chegada, Jardim recebeu das mãos de José Manuel Coelho um fato de prisioneiro. Mas o presidente do governo regional não se ficou atrás e ofereceu ao presidente e deputado do Partido Trabalhista Português - Madeira (PTP-M) um quadro de um burro.

Ao terminar o discurso e ver a moção de confiança aprovada apenas pela maioria do PSD-Madeira, Jardim abandonou o edifício do Parlamento pela porta contrária àquele em que se encontravam os manifestantes.

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