Jardim é o responsável pelo afundamento das contas

O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, lamentou o facto de a fatura ter de ser paga pelo povo madeirense, à custa de mais desemprego e mais pobreza.

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião de trabalho com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) realizada em Torres Novas, Jerónimo de Sousa disse que Jardim "não negociou questão nenhuma", relativamente ao acordo de assistência financeira à Madeira que se destina a resgatar uma dívida estimada em 6,5 mil milhões de euros desta região autónoma.

"Não negociou nada porque é ele o responsável pelo afundamento das contas públicas na região e é pena é que não seja responsabilizado quem o devia ser e que seja o povo madeirense a ter de pagar uma fatura que vai ser a triplicar", criticou o comunista.

"A triplicar, com as medidas deste pacto de agressão a nível nacional também a serem aplicadas na região, a que se junta mais este pacto de agressão à Madeira, aliados aos próprios custos de insularidade e ao aumento do IVA".

Jerónimo de Sousa considerou que o aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado vai ter "consequências desastrosas para a hotelaria e restauração" numa área particularmente sensível para a região autónoma, como é o turismo, uma área que o povo da Madeira necessita "como de pão para a boca".

O responsável do PCP disse ainda que a questão do imposto sobre os combustíveis que vai ser aplicado na Madeira é uma "forma de contornar as portagens", tendo acrescentado que a aplicação das taxas moderadoras, até aqui inexistentes, "vão passar a existir".

Como exemplos de "elementos penalizadores para os madeirenses e que vão conduzir a um aumento do desemprego e da pobreza", Jerónimo perspetivou a falta de investimento público na região e as privatizações de tudo o que é empresa pública regional rentável.

"Tudo isto significa que o jardinismo é responsável por uma politica profundamente errada e ao serviço de clientelas e, neste sentido, o maior drama é que quem vai pagar a fatura é o povo madeirense que vai ter de lutar muito para defender as suas condições de vida e trabalho", vincou.

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