Jardim diz que "a luta continua" contra as "amarras coloniais"

O presidente cessante do governo regional da Madeira votou esta manhã e diz que não vai cumprimentar o vencedor porque está em Porto Santo. PSD "não deixa grandes recordações"

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje que se os próximos quatro anos "correrem bem, dentro de uma linha de reforço da autonomia, fora das amarras coloniais, obviamente [o novo governo regional] terá todo o meu apoio". E acrescentou de seguida: "Dito isto, a luta continua".

Alberto João Jardim falava aos jornalistas após exercer o seu direito de voto na Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, onde revelou que gostava que Miguel Albuquerque vencesse com maioria absoluta porque foi uma mudança de ciclo por si escolhida. "Fui eu que fixei o timing. Fui eu que marquei a data das eleições", voltou a reiterar. O líder do governo regional disse ainda que "tudo indicia" que vá existir uma maioria absoluta", embora alerte que "depende da abstenção".

Jardim disse ainda que este é "o final de toda a [sua] intervenção na vida política como militante partidário", aproveitando para lançar farpas a Passos Coelho: "O PSD não me deixa grandes recordações, principalmente por causa do PSD de Lisboa".

O presidente cessante do governo regional vai partir para a ilha de Porto Santo e que por isso não vai felicitar Albuquerque. "Eu estou em Porto Santo. Então como é que vou cumprimentar o vencedor homem? Se me quiser oferecer um avião, eu venho".

Jardim revelou que já fez a mala na Quinta da Vigia. "Se foi lá ao meu gabinete vai ver que já tirei tudo. Há dois meses que empacotei tudo".

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