Jantar de protesto junta 10 ex-chefes militares das FA

Dez antigos chefes de Estado-Maior (CEM) dos três ramos das Forças Armadas participaram no jantar que juntou, esta sexta-feira, mais de 200 oficiais na reserva e reforma em Lisboa.

Catalizadores desta iniciativa são o grande descontentamento e a resistência contra medidas de reforma, muitas aprovadas há anos pelo poder político, que o atual Governo quer concretizar sob pressão da crise financeira.

A proposta do ministro da Defesa assenta em estudos dos institutos de Defesa Nacional (IDN) e de Estudos Superiores Militares (IESM), que têm criado forte tensão e desconfiança entre as partes.

O coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, realçou ao DN a importância de os CEM em funções falarem com as associações de militares, na medida em que estas permitem ter "um ambiente mais controlado e menos anárquico".

A par das reformas, outro fator de grande atrito têm sido os sucessivos cortes nos direitos consagrados pelo Estatuto da Condição Militar, nomeadamente ao nível da Saúde Militar, com a fusão dos hospitais e os cortes no regime de Assistência na Doença dos Militares (ADM).

Loureiro dos Santos, Garcia dos Santos, Cerqueira Rocha, Espírito Santo, Silva Viegas e Pinto Ramalho (Exército), Vieira Matias, Vidal Abreu e Melo Gomes (Marinha) e Aleixo Corbal (Força Aérea) foram os 10 CEM presentes no jantar, que também juntou dezenas de oficiais no Porto.

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