"Vem aí a TSU dos idosos", acusa Seguro

Secretário-geral do PS afirma que socialistas estão contra medida que alarga incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade. E defendeu que o défice deve aumentar 0,2 por cento.

António José Seguro defendeu hoje que o Governo se prepara para aplicar a "TSU dos idosos", ao referir-se ao anúncio da medida de alargamento da base de incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), que poderá atingir as pensões a partir dos 900 ou mil euros.

O líder socialista apontou, à saída de uma reunião com a Cáritas Portuguesa, que "pode acomodar-se o défice em 0,2%", apontando o facto deste valor ser "uma gota de água" no défice "comparado com os 100 ou 200 euros no bolso de um reformado".

"A nossa posição é muito simples: É necessário parar com a austeridade. Isso significa que se pode acomodar em 0,2% o défice para o próximo ano", explicou, sinalizando que "vem aí a TSU sobre os idosos", que o vice-primeiro-ministro Paulo Portas tinha dito não poder aceitar.

Comentando o aumento da incidência da CES e das contribuições para a ADSE, para contornar o chumbo da convergência das pensões dos funcionários públicos pelo Tribunal Constitucional, Seguro ironizou, dizendo tratar-se de "meias medidas, uma vez que o Governo apenas manifestou a intenção, sem concretizar os pensionistas e beneficiários da ADSE que serão afetado.

Sobre o facto de Cavaco Silva não ter enviado para o Tribunal Constitucional o Orçamento para 2014, o líder socialista lamentou. "Devia tê-lo feito de forma preventiva porque mais vale prevenir que remediar." E repetindo a informação que o PS se prepara para enviar um pedido de fiscalização sucessiva para os juízes do Palácio Ratton. "Estamos a trabalhar em duas normas em concreto, uma sobre pensões, outra sobre salários", revelou.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.