Sem maioria absoluta PSD e CDS "perdem o governo", diz Bloco

Pedro Filipe Soares, líder parlamentar dos bloquistas, não exclui rejeição do programa de governo. Mas remete a análise a esse cenário para Catarina Martins. E defende que o partido nunca competiu com a CDU.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) abriu este domingo a porta a que o partido rejeite o programa de governo de PSD e CDS, num cenário que a coligação Portugal à Frente (PaF) ainda alcance a maioria absoluta. "Sabemos que há ainda a possibilidade de PSD e CDS terem maioria absoluta e para nós era importante que isso não acontecesse por vários motivos. Em primeiro lugar, porque perdendo a maioria absoluta perdem também o governo e foi um dos objetivos que o Bloco tinha traçado: retirar à direita o governo de Portugal e centrar na Assembleia da República a capacidade de fazer as escolhas determinantes", disse Pedro Filipe Soares no cinema S. Jorge, em Lisboa, onde os bloquistas acompanham (e festejam) os resultados desta noite.

Contudo, o número dois do BE pelo círculo de Lisboa recusou adiantar o que o partido vai fazer, remetendo para a porta-voz, Catarina Martins, a análise e decisão sobre essa possibilidade. "É prematuro estarmos a discutir essa matéria", notou.

Por outro lado, Pedro Filipe Soares falou numa "grande vitoria" do BE, "que vinha [para as legislativas] com o [primeiro] objetivo de bater a austeridade" e salientou ainda que o partido pode "chegar ao melhor resultado de sempre".

O segundo, afirmou, era tirar a maioria à coligação. "Todas as projeções mostram que sim. Vamos aguardar os resultados. Mas quem perde a maioria, perde o governo e passa a estar dependente das relações de força no Parlamento. Esta é a grande mudança destas eleições. Passa a haver a possibilidade de mudar a página da austeridade".

"Falta conhecer o espaço da derrota da coligação e qual a redução de deputados face às eleições anteriores e a dimensão de deputados", acrescentou, salientando que o BE é "uma alternativa que defende as pessoas".

Quanto ao facto de passarem a ser a terceira força política, passando à frente da CDU de acordo com as projeções, Pedro Filipe Santos foi sucinto: "Nunca estivemos em competição com a CDU. Fizemos um projeto independente. Estamos satisfeitos por haver mais pessoas a juntarem-se a nós."

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