Rui Rio escusa-se a comentar regresso à política

O social-democrata Rui Rio escusou-se hoje a comentar apelos para que continue na política, afirmando que dentro de 15 dias, quando deixar de ser presidente da Câmara Municipal do Porto, vai retomar a sua profissão.

"O passo que vou dar daqui por 15 dias é em sentido inverso, [é] em sentido de retomar a minha profissão [economista]", afirmou o ainda autarca, acrescentando não comentar a questão de eventuais apelos para que continue na política, como já aconteceu com o social-democrata António Capucho.

Em julho, em declarações à rádio renascença, António Capucho considerou-o o melhor candidato a primeiro-ministro na atual situação.

Hoje, após uma intervenção no XVI congresso internacional de contabilidade e auditoria, a decorrer em Lisboa, Rui Rio escusou-se a comentar aos jornalistas assuntos nacionais, como o anúncio de um segundo orçamento retificativo feito na quarta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

No congresso, Rio deu vários exemplos da sua gestão de 12 anos e, no final, indicou que as contas estão bem "há algum tempo", mas que é "impossível pôr uma coisa tão torta, direita num espaço de um ano, dois, três ou quatro".

"Essa é uma receita que serve para uma câmara municipal, serve para o nosso orçamento familiar, se estivermos muito endividados não conseguimos pagar rapidamente e precisamos de um planeamento, e serve também para o país", disse.

Para Rui Rio, "Portugal precisa de tempo, vontade e coragem e de tempo porque não se pode pedir o impossível ou às vezes pede-se o impossível e o resultado ainda é pior do que era a situação anterior".

Questionado sobre a possível entrada de deputados independentes no Parlamento, Rui Rio voltou a defender "reformas profundíssimas" que "salvem" o regime democrático para lhe voltar a dar "a versatilidade e a capacidade para resolver os problemas do país".

Face à complexidade do tema, "não é adequado fazer um comentário no espaço de uns segundos", porém, Rui Rio repetiu a necessidade de reformas e a forma de eleger os deputados "é um dos temas que deve estar em cima da mesa", mas sem demagogia.

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