Rendeiro ganhou 2,8 milhões no ano em que o BPP caiu

Em 2008, ano em que o Banco Privado Português faliu, os três principais administradores levaram para casa 6,4 milhões de euros em salários, que se dividiam entre ordenado-base e complementos anuais e plurianuais.

Os três principais administradores do Banco Privado Português (BPP) - João Rendeiro, Paulo Guichard e Fezas Vital -, receberam 6,4 milhões de euros em 2008, ano em que a instituição faliu. Só João Rendeiro, antigo presidente do conselho de administração, arrecadou 2,8 milhões, segundo uma tabela de vencimentos incorporada no processo de falência do banco, que corre no Tribunal do Comércio, em Lisboa. Os ordenados dos antigos administradores eram divididos em várias parcelas: salário-base, plafond de despesas, complemento "forex", prémio anual e outro plurianual.

Este último complemento surgiu, em 2008, como substituto de um prémio de antiguidade pago no ano anterior a João Rendeiro, Paulo Guichard e Fezas Vital, cujo valor oscilou entre 1,2 e 1,7 milhões de euros. Ainda segundo o documentos a que o DN teve acesso, uma parte do ordenado dos antigos administradores era paga pelo próprio banco, enquanto outra provinha de entidades offshore, como a Lappon Services Inc ou a Timdinghton Holdings.

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