Relatório do Tesouro indica que ministra aceitou 'swap'

Auditoria feita a pedido de Maria Luís Albuquerque relata que o "swap" contratado pela Estradas de Portugal teve a aceitação específica, em 2009, do IGCP.

A ministra das Finanças recebeu em 30 de junho deste ano um relatório da Direção Geral do Tesouro e Finanças, pedido por si, sobre os contratos de swap. Nesse relatório, nas páginas 15 a 17, os auditores afirmam especificamente que, no tempo em que a ministra trabalhava como técnica no Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), foi dado neste organismo um parecer favorável a um Instrumento de Gestão de Risco Financeiro (vulgo swap) para a Estradas de Portugal. Maria Luís Albuquerque assinou esse parecer para esse IGRF.

Esta informação contradiz a explicação dada terça-feira pelo seu Ministério, segundo a qual, quando trabalhou no IGCP, a ministra procedeu apenas a "análise de pedidos das empresas públicas sobre empréstimos e não sobre "swaps"".

O mesmo relatório informa que um outro parecer de Maria Luís sobre a CP acabou por inviabilizar esse swap mas, no relatório e contas da empresa, ele está registado como efetuado.

LEIA TODOS OS PORMENORES NA EDIÇÃO IMPRESSA OU NO EPAPER DE HOJE DO DN

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.