Recuo de desemprego mostra recuperação, mas caminho ainda é complexo

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que os últimos dados sobre o recuo do desemprego mostram que a recuperação da economia portuguesa é possível, mas ainda existe "um caminho muito complexo pela frente".

O Eurostat divulgou hoje que a taxa de desemprego em Portugal desceu em julho, pelo terceiro mês consecutivo, para os 16,5% e reviu em baixa os valores dos últimos meses.

"Não iremos precipitar-nos na análise dos dados do Eurostat", declarou o primeiro Ministro aos jornalistas, em Bragança, apontando que a tendência descendente do desemprego pode não manter-se.

"Sabemos que foi o terceiro mês consecutivo em que o valor do desemprego baixou, o Eurostat fez também uma correção dos meses anteriores, o que significa que esta baixa, neste mês, de facto é maior do que aquilo que parece, afinal o desemprego não terá sido tão elevado quanto foi divulgado nos últimos três meses, agora, nós sabemos que ainda temos um caminho muito complexo à nossa frente, é natural que a taxa de desemprego não tenha um percurso linear sempre descendente", declarou.

O primeiro-ministro considerou ainda que o recuo da taxa de desemprego "não é um resultado suficiente, mas é mais um resultado que mostra" que o país tem "a possibilidade ao alcance de construir um caminho de recuperação da economia e de alguma esperança para os portugueses que têm feito tantos sacrifícios ao longo destes últimos dois anos".

"O que nós precisamos nesta fase é de proteger muito bem estes dados de recuperação económica que têm vindo a aparecer, reforçar a determinação do país e do Governo em alcançar as nossas metas porque visivelmente isso favorece a visão de Portugal e melhora a possibilidade de nós podermos regressar a mercado e com isso termos mais financiamento para que a nossa economia possa crescer", concluiu.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, que reviu em baixa de 0,7 pontos percentuais a taxa de desemprego verificada em Portugal em junho -- dos divulgados 17,4% para 16,7% -, no mês passado verificou-se novo recuo, de 0,2 pontos, para os 16,5%, tendo Portugal deixado de ser o terceiro país da UE com uma taxa mais elevada, e passado a ser o quinto.

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