Rangel na lista dos eurodeputados mais "ricos"

A ONG Transparência Internacional analisou as declarações de rendimentos dos 751 eurodeputados e descobriu que mais de metade declara receber rendimentos fora do Parlamento Europeu.

O social-democrata Paulo Rangel é um dos vinte que declaram mais atividades e rendimentos, além do trabalho e salário do Parlamento Europeu (PE). Rangel mantém atividade como professor universitário, advogado e comentador nos media, o que significa que o rendimento "externo" varia entre 6500 e 16998 euros.

A informação foi recolhida pela Organização Não Governamental Transparência Internacional, a partir das declarações de rendimentos submetidas até 3 de agosto. A ONG gere um observatório da integridade da União Europeia, o EU Integrity Watch. O objetivo é disponibilizar informação para monitorizar potenciais conflitos de interesses e, ao mesmo tempo, identificar os eurodeputados com mais atividade fora do PE.

A organização nota também que é difícil contabilizar os rendimentos dos eurodeputados no PE, já que grande parte é paga em subsídios e apoios. O salário é de 8 020,53 euros, brutos, mas "para responder à questão quanto ganha um eurodeputado é preciso escavar mais", dizem. Há subsídios diários que podem chegar a 304 euros por cada dia de atividade parlamentar e um apoio que pode chegar a 4299 euros por mês, para cobrir todas as despesas relacionadas com a função de eurodeputado. Além disso, o PE reembolsa as despesas de viagem, até 24 por ano. Assim, o total pode variar entre os 8 020 euros do salário base e 19 586 euros.

A página permite também perceber quem são os deputados que não falham uma sessão do PE: Carlos Coelho, José Inácio Faria, José Manuel Fernandes, João Ferreira, Elisa Ferreira, Marisa Matias, Sofia Ribeiro, Miguel Viegas, Inês Cristina Zuber têm 100% de participação.

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