Rangel apela a socialistas para votarem na coligação

Depois de Paulo Portas ter na segunda-feira apelado ao voto do eleitorado de "centro-esquerda" na coligação, agora foi a vez de Rangel pedir o voto "dos que estão a pensar votar no PS". Nuno Melo atacou as "selfies faz de conta"

"Faço um apelo, a todos e a todas, mas em especial àqueles que são da área socialista, de esquerda e de centro-esquerda, àqueles que estão a pensar votar no PS, que se lembrem como o País estava em 2011". Foi desta forma que o cabeça de lista do PSD piscou o olho ao eleitorado socialista durante uma conferência na Biblioteca Municipal de Palmela.

Tanto Paulo Rangel como Nuno Melo fizeram discursos empolados perante uma sala cheia e onde os seus nomes foram gritados a plenos pulmões com melodias futebolísticas adaptadas à política. O alvo dos discursos, claro está, foi o PS.

Rangel foi até buscar declarações de José Sócrates referentes a dezembro de 2011, quando, numa conferência com colegas da Sciences Po, disse que "pagar a dívida era brincadeira de criança (...) As dívidas gerem-se".

"Sócrates diz que as dívidas não se pagam, gerem-se. Ele gere as dívidas, os portugueses é que as pagaram nos últimos três anos", acusou o social-democrata. Rangel voltou a insistir que o PS quer "voltar ao despesismo e aos elefantes brancos" e disse pela primeira vez em campanha o que já havia dito ao DN: que "Francisco Assis tem um tom barroco". E acrescentou: "Tudo é verbo. Tudo é retórica".

Nuno Melo também fez um discurso num tom agressivo, atacando os cartazes do PS. "Vinha a caminho de Palmela, quando dei de caras com uma selfie faz de conta [outdoor com candidatos do PS] que dizia: confiança na mudança", começou por contar Melo. Acrescentando prontamente: "Aquela gente não muda coisa nenhuma". A este propósito enumerou ainda algumas das pessoas que constam da selfie como responsáveis pela "bancarrota", como foi o caso do ex-ministro de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, a quem voltou a chamar de "sr.troika".

Melo defendeu ainda agarrado à imagem da selfie que "se Assis quer trazer confiança ao País, tem agora uma boa oportunidade para o fazer porque acabámos de anunciar ao mundo que temos uma saída limpa". E continuando o discurso, o centrista questionou: "Mas o que faz Assis? Diz o contrário: não façam isso, não acreditem em Portugal". Isto quando, no entender de Melo, é o PS que "trouxe a troika", tendo por isso "a responsabilidade histórica de devolver a confiança aos portugueses".

A conferência em Palmela mais parecia um comício, sendo das mais participadas e mais fulgurantes ações até agora realizadas na campanha. Os "jotas" da comitiva gritaram mais alto, os discursos de Melo e Rangel foram feitos com mais convicção e agressividade e houve até novidades no discurso face às mensagens que têm sido reproduzidas nos primeiros dias de campanha.

conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/jose-socrates-pagar-a-divida-e-ideia-de-crianca

conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

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conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

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O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

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iro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

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iro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.

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