PSD diz que País não precisa de "claque pessimista"

A vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho elogiou hoje o discurso do Presidente da República no 10 de Junho, considerando que o país não precisa de uma "claque pessimista", mas de refletir sobre as questões cruciais.

"O senhor Presidente da República teve um discurso muito responsável, muito galvanizador", afirmou Teresa Leal Coelho, em declarações aos jornalistas no final da sessão solene das comemorações do 10 de Junho, que este ano decorreram em Elvas.

Corroborando o chefe de Estado, que recusou exercer "uma magistratura negativa e conflitual", Teresa Leal Coelho defendeu que "em vez de uma claque pessimista", o que o país precisa é que seja feita "uma reflexão sobre as questões cruciais e essenciais", nomeadamente mostrar a reconversão de Portugal desde a adesão à União Europeia.

"O Presidente da República hoje foi um Presidente da República da esperança e da realização de Portugal", frisou.

Questionada sobre a ausência de qualquer referência ao desemprego nas intervenções de Cavaco Silva, a vice-presidente social-democrata notou que essa questão é uma prioridade para o PSD e é falada pelo partido todos os dias.

Contudo, acrescentou, também é necessário "dar outra perspetiva ao país" e "iniciar um debate sobre as questões essenciais da economia", pois o que se pretende é "uma reconversão para que o crescimento" seja o mais breve possível e permanente.

"O desemprego tem de ser combatido com economia", frisou.

Relativamente ao discurso do presidente das comemorações do Dia de Portugal, Silva Peneda, Teresa Leal Coelho considerou que também se tratou de "excelente discurso que apelou ao compromisso e à responsabilidade para não haver retrocesso no rumo" que está a ser seguido.

Teresa Leal Coelho foi ainda inquirida sobre as vaias que o primeiro-ministro ouviu esta manhã à chegada da cerimónia militar do 10 de Junho, mas desvalorizou a situação.

"É natural que haja protesto neste momento difícil de Portugal, sobretudo porque muitos portugueses ainda não perceberam que este é o caminho que pode reconverter Portugal para condições de sustentabilidade e, nessa medida o momento, que estamos a viver, sobretudo o drama do desemprego leva a que as pessoas estejam insatisfeitas e preocupadas", declarou.

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