PSD de porta "escancarada" para apurar toda a verdade

O PSD disse hoje estar não de porta aberta mas "escancarada" para viabilizar audições na comissão de inquérito ao caso BES que permitam apurar toda a verdade sobre a "desgraça" que aconteceu.

"Queremos apurar os factos. Não vamos incidir nem sobre um aspeto mais do que outro. Tudo aquilo que seja relevante para a descoberta da verdade será objeto de atenção do grupo parlamentar do PSD", declarou o deputado Carlos Abreu Amorim, coordenador social-democrata na comissão que hoje tomou posse.

Questionado sobre se o grupo parlamentar do PSD está disponível para viabilizar audições já pedidas pelo PCP, incluindo a membros do Governo, Carlos Abreu Amorim escusou-se a comentar no detalhe, mas realçou que a porta para se apurar a verdade não está aberta, antes está "escancarada".

"A porta não está aberta, está escancarada, para que tudo aquilo que seja para a descoberta da verdade a dignificação do parlamento seja realizado", sublinhou.

O parlamentar social-democrata apelou para que os partidos conduzam os seus trabalhos "sem qualquer preconceito" e "sem nenhum mapa detalhado daquilo que eventualmente poderão ser as suas conclusões", não partindo para a comissão, portanto, com conclusões predefinidas.

O PSD apresentará " a seu tempo" os seus pedidos de audição, declarou ainda Carlos Abreu Amorim, lembrando que há "dez dias a partir de hoje", dia da posse da comissão, para que tal suceda.

A comissão terá o prazo regimental de 120 dias, podendo vir a ser alargada se tal for necessário.

No total, o PSD tem sete deputados efetivos na comissão, incluindo o presidente, Fernando Negrão, o PS tem cinco parlamentares, PCP e CDS dois e o Bloco de Esquerda um.

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