PSD acusa Seguro de querer eleições por "razões internas"

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou hoje o secretário-geral do PS, António José Seguro, de querer eleições antecipadas, motivado por "algumas razões internas", mas manifestou-se certo de que a legislatura vai durar até ao fim.

"Está o país a pagar caro, muito caro, o falhanço do PS, a fatura socialista, e já vêm os mesmos, de fato novo, a dizerem que querem eleições. E, pasme-se, até querem uma maioria absoluta", declarou Luís Montenegro, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, no parlamento, atribuindo ao PS "taticismo, impaciência e falta de credibilidade".

Na resposta ao líder parlamentar do PSD, o primeiro-ministro deixou apenas interrogações: "Por que razão aparecem elementos da oposição tão interessados em agitar o fantasma da crise política? Por que razão estão alguns tão interessados em colocar na agenda os seus programas de Governo? Por que razão estão alguns tão interessados em colocar na agenda as condições que vão pedir aos portugueses em termos eleitorais?".

"Por que razão, quando patrioticamente o que nós devemos exigir de todos é um esforço grande para vencer a crise e para reganhar a autonomia do país, estão alguns tão interessados em olhar para o seu umbigo e para as suas perspetivas eleitorais?", perguntou Pedro Passos Coelho.

Antes, Luís Montenegro considerou "curiosa e incoerente a ambição do deputado António José Seguro de ter uma maioria absoluta", justificada com a estabilidade política.

"Deseja para si aquilo que não respeita nos outros", criticou.

Segundo o líder parlamentar do PSD, o secretário-geral do PS terá "algumas razões internas" para querer eleições, mas isso não acontecerá: "As eleições legislativas serão em 2015".

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