PS divulga carta final antes da rutura

Alberto Martins respondeu à última tentativa do "vice" do PSD, Jorge Moreira da Silva, dizendo que considerava "que a reunião proposta [carecia] de objeto e de sentido útil".

Os socialistas tornaram pública a carta que ontem, ao fim da tarde, Alberto Martins dirigiu a Jorge Moreira da Silva, de resposta a uma última tentativa vice-presidente do PSD e chefe da delegação social-democrata às negociações, para que os três partidos se sentassem à mesa para redigir um documento que fixasse os pontos divergentes e convergentes entre PSD, PS e CDS.

No texto agora conhecido, o deputado socialista e que chefiou a delegação do partido, notou que "nunca foi proposto no decurso das diversas reuniões a produção de um documento comum que identificasse os pontos de convergência e divergência". "Os esclarecimentos necessários estavam cumpridos", sublinhou Alberto Martins, ao convite formulado pelas 18.45 pelos sociais-democratas.

O dirigente socialista remata assinalando "que a reunião proposta carece de objeto e de sentido útil". Minutos depois, o líder do PS, António José Seguro, anunciava a rutura.

À mão, dá-se conta que foi dado conhecimento desta carta ao "dr. Mota Soares", o representante do CDS (e que tinha aceite o convite do PSD), e "dr. David Justino", o observador que Belém indicou para acompanhar as negociações.