PS Aveiro diz que "não há nenhum drama" sobre congresso

O presidente da Federação Distrital de Aveiro do PS, Pedro Nuno Santos, disse no sábado à noite que "2013 já era ano de realização de congresso no partido e não há nenhum drama sobre a matéria".

Em declarações aos jornalistas à margem de um debate em Aveiro sobre "O desafio político das autárquicas", Pedro Nuno Santos afirmou que o congresso do partido -- no interior do qual surgiram vozes a defender a antecipação do encontro para antes das autárquicas - já estava previsto para este ano e que "foi tendo em conta que a data do congresso cairia em cima das eleições autárquicas que alguns dirigentes manifestaram a sua opinião".

Pedro Nuno Santos assegurou que "não há nenhum drama sobre essa matéria" dentro do PS, que respeitará a data que vier a ser escolhida pelo secretário-geral, a quem cabe determinar a convocatória do congresso.

Nos últimos dias, os socialistas têm estado envolvidos numa polémica sobre as datas das eleições diretas para o cargo de secretário-geral e do próximo congresso do PS, que deverá ser o último antes das próximas eleições legislativas.

Ex-ministros dos governos de José Sócrates, como Pedro Silva Pereira e Vieira da Silva, assim como o líder da Federação de Aveiro do PS (conotado com a linha de António Costa), defenderam que o congresso deverá ser antecipado e realizar-se antes das eleições autárquicas.

O deputado Augusto Santos Silva, que juntamente com o candidato do Partido Socialista à Câmara de Aveiro, Eduardo Feio, era um dos oradores no debate, também se referiu ao tema na sua intervenção.

"Sou agnóstico quanto a calendários, mas considero que o partido fazer as suas escolhas e falar para a sociedade civil são duas coisas compatíveis. Importa saber quais as pessoas que melhor representam o PS e as melhores ideias para dar resposta aos problemas das pessoas", disse.

Para Santos Silva, o PS deve ter tranquilidade suficiente "para perceber que não tem de suspender o debate interno" por causa da realização das autárquicas.

Sobre as eleições, Santos Silva defendeu que há que tirar "ilações" nacionais e que há lutas locais a travar nas capitais de distrito e em cidades significativas, como Lisboa e Porto, "onde a campanha de facto já se iniciou".

"Nas autárquicas estarão em escrutínio os efeitos locais da política de terra queimada que o Governo tem feito", referiu, apontando que as candidaturas do PS devem dar prioridade ao emprego, à economia e à rede social.

"Aveiro terá significado nacional e estou certo de que o PS tem uma candidatura capaz de interromper um ciclo de oito anos de atavio e inércia da câmara [de maioria PSD/CDS], numa cidade que tem uma das mais importantes universidades portuguesas e com uma bacia industrial significativa", disse.

O candidato socialista, Eduardo Feio, considerou que "o tempo é de mudança" perante uma maioria que "passou o tempo a falar do passado, nada faz no presente e compromete o futuro".

Tornar a fazer de Aveiro "uma cidade onde vale a pena viver" é o que Eduardo Feio propõe. "Vamos recolocar Aveiro no mapa e Aveiro tornará a ser parte no desenvolvimento nacional", finalizou.

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