Primeiros militares morreram na Bósnia há 16 anos

Portugal registou a 24 de janeiro de 1996, faz esta terça-feira 16 anos, os seus primeiros dois mortos entre os militares enviados para a Bósnia, numa operação que foi oficialmente encerrada ontem, em Lisboa

O rebentamento de um engenho explosivo levado para a camarata - no ginásio de uma escola, agora recuperada e onde foi colocada uma placa negra com o nome das vítimas - causou a morte de Alcino Mouta, Rui Tavares e de um militar italiano.

Gravemente feridos ficaram alguns militares italianos e o português Aquilino Oliveira, que no passado dia 11 regressou ao local, após anos à espera de o fazer e onde encontrou algum conforto psicológico e paz interior.

Além das pernas partidas, aquele primeiro-cabo pára-quedista - posto que mantém, como deficiente das Forças Armadas (DFA) - sofreu o impacto de dezenas de estilhaços.

Sujeito a numerosas operações ao longo dos meses seguintes, Aquilino Oliveira ainda tem quase 30 estilhaços alojados no corpo - a maioria nos ossos.

"Pensei que era uma morteirada", recordou ao DN, há cerca de duas semanas, junto da escola que então funcionava como quartel da NATO e agora está recuperada. "Não perdi os sentidos e comecei a arrastar-me... Comecei a lembrar-me da família, o meu filho tinha nascido há pouco tempo... Tinha que ser comigo!", acrescentou, lembrando outros momentos daquela noite vivida há 16 anos.

(O jornalista viajou a convite da comissão organizadora)
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