Primeira melhoria no desemprego desde 2008 não pode "passar em claro"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que, apesar de o Governo ainda esperar um agravamento do desemprego, não se pode "deixar passar em claro" que é a primeira vez desde 2008 que a taxa melhora.

A taxa de desemprego em Portugal situou-se, em setembro, nos 16,3%, ligeiramente abaixo dos 16,5% registados em agosto e dos 16,4% verificados um ano antes, revelou hoje o Eurostat, o gabinete de estatística das comunidades europeias.

"Apesar de sabermos que as perspetivas em matéria de emprego continuam muito frágeis e que, do ponto de vista daquilo que é o cenário macroeconómico que está estabelecido, ainda esperamos um agravamento deste indicador, não se pode deixar passar em claro que é a primeira vez desde 2008 que este indicador apresenta melhorias", afirmou Passos Coelho.

"Isso só pode ser motivo de regozijo para toda a gente", frisou.

O chefe de Governo falava no Parlamento, no primeiro dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2014, em resposta a questões colocadas pelo líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães.

De acordo com o Eurostat, apesar desta ligeira descida em termos mensais, Portugal mantém a quinta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, apenas atrás da Grécia (27,6%), da Espanha (26,6%), da Croácia (17,2%) e de Chipre (17,1%).

A taxa de desemprego em Portugal continua também bastante acima das médias europeias, já que, em setembro, a taxa na zona euro manteve-se estável face a agosto, nos 12,2%, tal como na União Europeia, nos 11%.