Portugueses escolherem o seu deputado é "boa ideia"

Marcelo apontou como "uma boa ideia" a proposta do líder socialista em permitir que os portugueses possam escolher o seu deputado, na sua intenção de alterar a lei eleitoral.

"É bom que [António José Seguro] tenha apresentado a ideia", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, por permitir que "não entram só os deputados pela ordem que a direção do partido decidir".

Para o analista, no seu espaço de comentário na TVI este domingo à noite, este tema pode resgatar a campanha interna dos socialistas, que "até agora" tem tido um "debate muito fruste".

"Em vez de se discutir problemas internos" do PS, como o caso de quotas em Braga, Marcelo vaticinou que só se terá a ganhar "se conseguirmos ouvir António Costa e António José Seguro" a falarem de temas nacionais.

Sobre o Orçamento Retificativo, apresentado pelo Governo, o comentador anotou as duas "boas notícias" (diminuição de desemprego e o não aumento de impostos), mas apontou o dedo à "derrapagem" do défice "que não é apenas por causa do Tribunal Constitucional".

Também por isso, Marcelo não entende que, "num momento de crise" como este, se tenham comprado carros pelo Governo para os gabinetes ministeriais, no valor de um milhão de euros. "Por muito importante que fosse renovar a frota", apontou. É um mau exemplo."

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".