Portugal terminou missão militar de 16 anos na Bósnia

As Forças Armadas retiraram, na véspera de Natal, a quase totalidade dos militares estacionados na Bósnia-Herzegovina e que estavam ao serviço da UE, disse fonte militar ao DN.

O fim dessa missão militar - em curso desde dezembro de 2004 sob a bandeira da UE, mas iniciada em janeiro de 1996 e ao serviço da NATO - estava anunciado há semanas, como consequência do corte orçamental nas verbas afectas às forças nacionais destacadas.

Os três militares portugueses que ainda estão na Bósnia regressam a Lisboa até ao próximo dia 15, pondo fim a uma presença ininterrupta de 16 anos naquele território balcânico - a mais longa das chamadas missões de paz das Forças Armadas no exterior.

Oficialmente, não foi dada qualquer informação sobre o regresso (num avião C-130 da Força Aérea) dos 11 efectivos no passado dia 21 de dezembro.

Portugal teve 14 militares destacados na Bósnia-Herzegovina em 2011: seis na equipa de ligação (LOT) de Derventa e seis na de Modriga, além de dois oficiais colocados em quartéis-generais da missão Althea.

No total, segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas publicados na Net, Portugal empenhou 928 militares na missão europeia Althea - que já era residual (inferior a duas dezenas de efectivos) desde 2007.

No conjunto dos 16 anos das missões NATO e UE na Bósnia, Portugal perdeu cinco militares (quatro logo no primeiro ano, 1996, e o quinto em 2004).

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