Portas rejeita TSU dos pensionistas

Paulo Portas declarou este domingo que a aplicação de uma sobretaxa aos pensionistas constitui uma linha vermelha para o CDS.

"É a fronteira que não posso deixar passar e é do conhecimento do primeiro-ministro", declarou o presidente do CDS, 48 horas após Pedro Passos Coelho ter anunciado novos cortes na despesa do Estado.

"Fiquei incomodado com notícias de aumento da idade da reforma para os 67 anos. Não havia consenso no Governo para que acontecesse" para aumentar a idade da reforma para os 67 anos, garantiu Paulo Portas, mostrando-se satisfeito por tal não ter "sido necessário" e o limite ter sido fixado nos 66 anos.

"Não quero um cisma grisalho que afectaria 3 milhões de pensionistas. Quero uma sociedade qure não descarte os mais velhos", afirmou o líder do CDS. Para Portas, a alternativa à "TSU dos pensionistas" é reduzir a despesa corrente

"Não estamos sós no nosso problema e não somos o único país mais problemático" na Europa, explicou Portas, revelando que o Governo pediu à troika para avaliar o défice de 4% exigido para 2014.

Um segundo pedido de resgate "seria pior para uma classe média cada vez menos média" e para um país "cada vez mais pobre", garantiu.

Além disso, o líder do parceiro de coligação governamental considera que "a tese do não pagamos deixa-nos sem financiamento e sem caminho para nos financiarmos externamente".

"É importante que portugueses percebam o que o CDS está a fazer no Governo e a nossa parcela na estabilidade", garantiu

"Seria injusto e uma jactância da minha parte colocar a questão como matérias apenas do CDS ou do PSD". A importância que damos às questões estão muito além das insígnias partidárias", afirmou o líder do CDS.

No sábado, Passos Coelho o envolveu o parceiro de coligação neste processo, ao afirmar que Paulo Portas contribuiu para as medidas de contenção da despesa pública que apresentou ao país.

"No menu de medidas apresentadas, há várias que decorreram do seu empenho pessoal, da sua tentativa de melhorar as propostas dentro do Governo e de tornar as soluções (...) menos penosas para as pessoas", afirmou Passos Coelho, em Pombal, à entrada para o almoço comemorativo do 39.º aniversário do PSD.

O primeiro-ministro anunciou na sexta-feira à noite um pacote de medidas que deverão poupar 4,8 mil milhões de euros nas despesas do Estado até 2015 e que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade, entre outras medidas.

O Governo pretende também criar uma nova contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano e 0,25 % no início de 2014.

O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência dos funcionários públicos no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.

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