Portas explicou a Passos ausência de tomada de posse

O presidente do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje perante o Conselho Nacional do partido que transmitiu ao primeiro-ministro o motivo pelo qual não esteve na tomada de posse, disseram à Lusa fontes democratas-cristãs.

Numa intervenção de cerca de uma hora, à porta fechada, perante o Conselho Nacional do CDS-PP, Paulo Portas abordou a ausência da tomada de posse dos novos ministros e secretários de Estado no sábado e disse perante os conselheiros que tinha transmitido a Pedro Passos Coelho o motivo pelo qual não tinha estado presente, segundo disseram à Lusa fontes democratas-cristãs.

O líder do CDS-PP disse que tinha "uma razão fundamentada" para não estar presente e que o primeiro-ministro conhece essa razão, especificaram duas das fontes ouvidas pela Lusa.

Paulo Portas referiu-se também ao "guião" para a reforma do Estado, de cuja elaboração foi encarregado pelo primeiro-ministro, justificando a sua não conclusão com a decisão do Tribunal Constitucional e com o documento de estratégia orçamental, que será ainda apresentado.

O presidente do CDS-PP falou ainda da importância do consenso com o PS e com a UGT e defendeu uma espécie de Simplex 2, virado para a agilização de questões económicas e de investimento.

O Conselho Nacional do CDS-PP, o órgão máximo do partido entre congressos, está hoje reunido num hotel de Lisboa.

A parte da tarde está reservada à "análise da situação política", enquanto que de manhã foram discutidas relacionadas com as eleições autárquicas, com a aprovação de cerca de 40 coligações, e a marcação do XXV Congresso.

A direção do CDS propôs ao partido a marcação do Congresso, que será eletivo da liderança, para 06 e 07 de julho.

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