Portas em combate contra os "caciques" do PSD

"Aqui ou é laranja ou é azul e desta vez a laranja não merece. É o azul que vai ganhar esta câmara. Uma câmara moderna e não uma câmara de caciques", declarou o presidente do CDS, esta tarde em Oliveira de Bairro, onde o partido vai quer derrubar o PSD do poder.

Falando para uma sala com quase 900 pessoas que se juntaram num almoço para apoiar Paulo Caiado, 39 anos, um consultor financeiro que trocou uma carreira profissional em ascensão pela candidatura à presidência do concelho, Paulo Portas sublinhou a importância de renovar a geração dos autarcas. "Dos temas em destaque no seu discurso esteve a agricultura, cujo desempenho na conjuntura económica nacional sublinhou, aproveitando para uma "alfinetada" ao PS. "Se os eleitores tivessem de escolher Assunção Cristas ou Jaime Silva (ex-ministro da agricultura socialista), ela teria uma maioria tão absoluta que o tempo dos socialistas na agricultura faria corar de vergonha o PS".

A execução em 70% do programa de apoio ao desenvolvimento rural (Proder), quando "no tempo dos socialistas era de 20%", os pagamentos únicos antecipados e os pagamentos mensais feitos a tempo foram "realidades" que lembrou aos agricultores."Hoje vemos a nascer na agricultura uma forte onda de investimento, que gera riqueza e emprego. Neste primeiro semestre, foram criados na agricultura mais 7.500 projetos de investimento", completou, sublinhando que "muito se deve à ação "da ministra do CDS no governo de coligação" e que o CDS não se lembra da agricultura "apenas quando é preciso, mas todos os dias".

Paulo Portas voltou a explicar, como tem feito em anteriores ações de campanha, que "os ténues sinais" de recuperação econóica revelam a esperança de Portugal em crescer e destacou o contributo do partido. "A economia portuguesa já saiu do fundo, já lá não voltará e está a começar a dar os primeiros sinais de crescimento", declarou, concluindo que deve ser feito tudo o que estiver ao alcance para o consolidar nos próximos anos.

"Bem sei que alguns não querem crer, mas é importante que a economia tenha tido o primeiro trimestre a crescer, pela primeira vez criado emprego, que as exportações estejam a bater o recorde, que no turismo seja um dos melhores anos de sempre, que o número de empresas que nascem seja maior do que aquelas que desaparecem, que haja sinais interessantes na produção industrial e no consumo alimentar. São sinais ténues, mas é ou não verdade que Portugal quer ter esperança, quer que esses sinais venham a ser uma realidade com mais força?", interrogou.

O dever, afirmou, "é proteger esses sinais, é compreender essa vontade da economia de crescer, é dar condições ao setor privado para investir".

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