Poderes do Presidente estão "excessivamente limitados"

Os poderes do Presidente da República "deveriam ser equacionados" porque estão "excessivamente limitados", defendeu esta sexta-feira o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Artur Santos Silva intervinha na abertura de um painel de conferências sobre "O século XX: janelas abertas para a história de Portugal", em Lisboa, onde foi apresentado também o livro "Pronunciamento militar 25 de Abril 1974".

O presidente da Gulbenkian sublinhou que o 25 de Abril evitou os "erros sérios" cometidos na I República: "Nem houve um choque religioso nem se criou um regime excessivamente parlamentarista", embora os poderes presidenciais estejam "excessivamente limitados e isso devia ser equacionado."

O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, disse depois que "é preciso debater o passado na perspetiva de que é preciso lutar, hoje, para recuperar os valores de Abril", pois estando "na base de transformações importantes" nos últimos 40 anos, " estão a ser destruídos, ignorados".

Isso é "fruto de um ataque que vem de fora mas tem serventuários" internos "que estão a fazer com que Portugal caminhe rapidamente para uma situação que nos obriga a fazer outro 25 de Abril", insistiu Vasco Lourenço.

Os presidentes da SEDES, Luís Campos e Cunha, e do Núcleo Impulsionador das Conferências da Cooperativa Militar (NICCM), coronel Taborda e Silva, também intervieram na abertura das conferências, a que assistiram figuras como o economista João Salgueiro e militares como Carlos Matos Gomes, Pezarat Correia e Rudolfo Bogonha.

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