PCP quer ouvir Portas, Gaspar, Zeinal Bava e família Espírito Santo

A lista inclui ainda membros do atual Governo e do anterior, empresários na "periferia" do banco, supervisores, reguladores e a família Espírito Santo.

A lista apresentada ao presidente da comissão, Fernando Negrão, divide as personalidades em diferentes áreas: membros e antigos do Governo, membros de entidades de supervisão e reguladores, elementos da família Espírito Santo e principais acionistas do BES, outros administradores da entidade, personalidades ligadas a empresas da periferia do BES/GES e nomes que passaram ou estão atualmente no Novo Banco.

Entre os membros do Governo, destacam-se os pedidos de audição do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e do ministro da Economia, Pires de Lima.

Também os antigos ministros das Finanças Vítor Gaspar e Teixeira dos Santos são chamados pelos comunistas, que, no que à supervisão diz respeito, querem ouvir o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, e, por exemplo, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e antigo governador do BdP, Vítor Constâncio.

Posteriormente, no "aglomerar por tema ou área de responsabilidade" feito pelos comunistas, como explicou aos jornalistas o deputado Miguel Tiago, são chamados os membros da família Espírito Santo, casos, por exemplo, de Ricardo Salgado ou José Maria Ricciardi.

O PCP pretende também ouvir empresários, entre os quais Henrique Granadeiro e Zeinal Bava.

Auditores diversos são também chamados, bem como administradores e antigos administradores da fase mais recente do BES, de passagem para o Novo Banco: Vítor Bento, Stock da Cunha e Moreira Rato estão entre os chamados ao parlamento.

Miguel Cadilhe, Fernando Ulrich, Nuno Amado, Artur Santos Silva, António Mexia e João Salgueiro são também nomes que os comunistas querem ouvir na comissão parlamentar, sendo também pedido ao comissário Joaquín Almunia um documento escrito sobre a aprovação da ajuda estatal ao BES.

Hoje também, no dia da tomada de posse da comissão, o PCP requereu que as audições da ministra das Finanças e do governador do BdP na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) sobre o BES fossem integradas no espólio da comissão de inquérito, e reclamou também diferente documentação sobre a entidade, casos de testes de 'stress' realizados ou a lista de ativos e "real situação dos mesmos" do Novo Banco e do 'bad bank'.

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