PCP defende que promulgação só é boa notícia para banqueiros

O dirigente do PCP Armindo Miranda defendeu hoje que a promulgação do Orçamento do Estado para 2014 só é "boa notícia para os banqueiros", considerando que é um orçamento "de fome" que agravará o desemprego e a pobreza.

"Achamos que é uma boa notícia para os banqueiros, para os grandes grupos económicos que parasitam há muito tempo a riqueza do país. Mas é uma má notícia para os que criam a riqueza, trabalhadores, reformados, pequenos e médios empresários", criticou o dirigente comunista, em declarações à Agência Lusa.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, promulgou na segunda-feira o Orçamento do Estado para 2014, segundo foi hoje publicado em Diário da República.

Armindo Miranda, membro da Comissão Política do PCP, considerou que o diploma promulgado por Cavaco Silva é um orçamento "de fome" por conter medidas que vão "aumentar o desemprego, a pobreza e também a fome que vai continuar a sentar-se à mesa dos portugueses".

"No ano de 2014, é uma má notícia para o país em geral. O aumento do poder de compra dos portugueses vai continuar a ser visto como inimigo do desenvolvimento económico e não como devia ser visto, como aliado", criticou.

O dirigente comunista criticou o Presidente da República "por se pôr ao lado dos banqueiros e dos grandes grupos económicos" e de um "governo fora da lei" que legisla "contra a Constituição".

O PCP "tomará a iniciativa" de promover a fiscalização da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2014 mas, considerou Armindo Miranda, "o essencial é que o Presidente da República devia ter vetado e não vetou".

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