PCP defende esclarecimento sobre situação do banco

Jerónimo de Sousa defende que a mudança de administração do Banco Espírito Santo não afasta a necessidade de esclarecimento sobre a situação do banco. O partido apresentou um requerimento ao Banco de Portugal na Assembleia.

O secretário-geral do PCP falou esta segunda-feira aos jornalistas depois de um encontro com a bastonária da Ordem dos Advogados, e afirma que "Nada pode impedir o esclarecimento cabal da situação, particularmente das instituições que têm responsabilidade na supervisão deste processo".

Jerónimo de Sousa explica que a nomeação de uma nova administração para o BES "é uma indicação, mas não clarifica como é que se chegou aqui" e se "há ou não problemas".

"Continuamos a bater-nos por esse esclarecimento, independentemente de medidas em curso", afirmou. "Nós também não defendemos o alarmismo, mas, sem essa aclaração, sem esse conhecimento da verdade, naturalmente os portugueses sentir-se-ão profundamente preocupados com possíveis desfechos que hoje ninguém quer assumir", considera.

No seu entender, "os portugueses precisam de saber o que se passa, o que se passou realmente, para poderem descansar em correspondência com esses apelos que as instituições têm feito".

O secretário-geral do PCP argumenta que não está em causa "um problema de uma família", mas "um problema do próprio sistema financeiro" e que "os portugueses já pagaram duramente os desmandos da banca".

O Banco Espírito Santo (BES) comunicou esta segunda-feira ao mercado a cooptação de Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato para os cargos de presidente, vice-presidente da comissão

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as nomeações visam substituir Ricardo Espírito Santo Salgado, José Manuel Pinheiro Espírito Santo e José Maria Espírito Santo Ricciardi.