PCP, Bloco e Verdes contra voto de pesar a Jaime Neves

Comunistas disseram que "por honestidade e coerência" não podiam acompanhar homenagem dos deputados ao major-general Jaime Neves, que morreu no domingo.

Com o grito de guerra "Mama sume" (que significa "prontos para o sacrifício"), um pequeno grupo de antigos comandos, que se reconheciam pelas suas boinas, assinalaram a aprovação do voto de pesar do Parlamento ao major-general Jaime Neves, uma das figuras centrais do 25 de novembro e que morreu no domingo. Mas as bancadas à esquerda do Parlamento (PCP, Bloco de Esquerda e Verdes) votaram contra o pesar apresentado em conjunto pela maioria e socialistas.

António Filipe, do PCP, explicou à câmara que "por honestidade e coerência", os comunistas não se associavam "à homenagem da Assembleia da República", deixando "os sentimentos de pesar aos seus familiares, amigos" e camaradas militares.

O deputado fez questão de sublinhar que se depois do 25 de novembro se evitou um conflito grave entre os portugueses "foi devido a personalidades como Ramalho Eanes, Melo Antunes ou Costa Gomes", não tanto a Jaime Neves.

O Bloco de Esquerda e os Verdes não se pronunciaram no período de intervenções, mas acompanharam o voto contra dos comunistas.

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