PCP acusa PR de promover "negociata política"

O secretário-geral do PCP acusou hoje o Presidente da República de ser "cúmplice" de uma "negociata política", ao propor um acordo entre PSD, PS e CDS-PP, e reinvindicou novamente o direito constitucional de eleições.

"O Presidente, cúmplice com esta política e este Governo, passa a promotor desta negociata política em que a importância da opinião e a decisão de voto, esse direito fundamental dos portugueses, foi profundamente maltratado, na medida em que não admite que o povo português possa decidir pela votação sobre outras soluções políticas para o nosso país", afirmou Jerónimo de Sousa, no Parlamento.

Cavaco Silva, em comunicação ao país, propôs um "compromisso de salvação nacional" entre sociais-democratas, socialistas e democratas-cristãos, para permitir cumprir o programa de ajuda externa, embora prevendo o cenário de eleições legislativas antecipadas, em junho de 2014.

O líder comunista considerou que o chefe de Estado voltou a patrocinar a "submissão ao pacto de agressão e à política de direita e aos novos colonialistas" e "deu aval à política e ao caminho de desastre em Portugal".

"Verificou-se a linha de chantagem e de pressão que se tem abatido sobre o povo português, sempre falando dos mercados e compromissos externos e nunca sobre as pessoas e a situação em que se encontram. Estamos numa crise económica, política, social e até ética resultante de uma política que transformou num inferno a vida de muitos portugueses", continuou o deputado do PCP.

Jerónimo de Sousa defendeu que "o povo português tem o direito de decidir o seu futuro coletivo" e que o Presidente da República "não pode vir dizer que as eleições têm de ter como resultado a continuação da mesma política, de um governo identificado com a 'troika'".

"E se o povo português quiser uma coisa diferente? Não tem direito de escolher uma alternativa política?", questionou.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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