Passos:"Quero ser olhado com respeito no mundo e dizer que os portugueses se sabem governar"

Passos Coelho, no jantar comício, esta noite, em Santarém, atacou o PS, mas Portas foi o mais agressivo para António Costa, a quem acusou de "radical" e de "faltar à verdade".

Um "espantalho" que se recusa a aceitar, um desejo e um refrescamento de memória, a lembrar o estado em que se encontrava o país em 2011.A intervenção de Pedro Passos Coelho voltou a ser firme na condenação do anterior governo, devolvendo aos socialistas a críticas de ataque ao Estado Social por parte do seu governo. "Pagámos as dívidas dos outros, arrumámos a casa, respondemos à emergência social, reforçámos a resposta pública no sistema nacional de saúde e na educação. Escusam de agitar o espantalho, porque hoje o Estado social está melhor que nunca", assinalou. Destacou a subida de ratting a Portugal, por parte da Standard&Poor, "um reconhecimento que o país não é o lixo para onde nos atiraram em 2011" e o conselho da mesma agência financeira que se "devem prosseguir com as mesmas políticas". Quase no final, o desejo:"quero se olhado com respeito em todo o mndo e dizer que os portugueses se saber governar e sabem o que querem".

Mas coube a Paulo Portas dar o corpo às balas,num tiroteio cerrado de palavras hostis contra António Costa. "Melhor exemplo do que é demagogia é o feito extraordinário de alguém conseguir dizer numa só frase, em apenas 30 segundos, três mentiras", sublinhou. Começou a contá-las. "Disse o Dr.António Costa: O país não está a crescer!". Responde Portas: "Olhe que não, olhe que não. Está a crescer 1,5%", respondeu socorrendo-se da famosa frase do debate entre Mário Soares e Álvaro Cunha, em 1975. E continuou: "Diz o Dr.António Costa que não há emprego" e que "não há investimento". "Olhe que não, olhe que não", repetiu, salientando os "230 mil empregos criados desde início de 2013" e o "crescimento de 4% no investimento". "Faltar à verdade não acrescenta um voto ao Dr. António Costa. Assusta", declarou. Portas considera que as "recentes declarações" do secretário geral do PS, principalmente em relação ao chumbo de um orçamento da coligação, caso ganhe as eleições, representam uma "deriva para o radicalismo". "Não é razoável um candidato a primeiro ministro venha dizer que vota contra um orçamento que não conhece, que não respeita a vontade popular. No primeiro orçamento que resultou da vontade dos eleitores, começa logo o bota abaixo?", questionou. Portas assinalou que isso só vai "conduzir à instabilidade", apelando aos eleitores que votem pela "estabilidade, por que ela garante confiança e esta investimento e este mais emprego, em síntese "que os próximos quatro anos sejam melhores".

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