Passos saúda acordo com PS sobre reforma do IRC

Primeiro-ministro anunciou, após a mensagem de Natal aos deputados do PSD, que irá agora avaliar com António José Seguro o "resultado do entendimento alargado" entre a maioria e os socialistas.

Pedro Passos Coelho demonstrou esta quarta-feira confiança num "resultado positivo" das negociações entre a maioria PSD/CDS e o PS, que permita "colocar de lado algumas divergências" e "mostrar aos investidores que este é o momento para investirem em Portugal".

No habitual lanche de convívio natalício com os deputados sociais-democratas, o primeiro-ministro mostrou confiança no futuro, mas alertou que "há muito trabalho que terá de continuar a ser feito" após a saída da troika do País: "Ainda temos metas difíceis e objetivos para alcançar após a conclusão do programa de ajustamento", declarou.

No entanto, o presidente do PSD lembrou que "as estimativas do Banco de Portugal e da OCDE", que apontam para a retoma económica em Portugal, "são fruto dos dados de crescimento" já alcançados "e não um desejo" do Executivo.

O chefe do Governo destacou ainda estar ciente de que a grande maioria das pessoas tem feito grandes sacrifícios durante o processo de ajustamento, finalizando com uma evocação da matriz do partido: "Não esquecer os que têm mais dificuldades é a grande missão de um social-democrata".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.