Passos recandidata-se para continuar reforma do País

O presidente do PSD anunciou esta quinta-feira a sua recandidatura ao cargo para, em 2015 continuar o mandato reformista do País que "vai para além" da atual legislatura.

"Estamos a fazer reformas como nunca se fizeram no Portugal democrático, temos vindo a executar uma estratégia de que vamos vendo frutos gradualmente", sublinhou Pedro Passos Coelho.

Terminado o ciclo de recuperação das contas públicas e fechado "este período de emergência", o novo ciclo passa por "aproveitar ao máximo" os recursos financeiros comunitários para gerar riqueza e emprego, referiu o líder do PSD, na cerimónia de lançamento da sua recandidatura.

"Espero que possamos daqui a sete anos mostrar que soubemos utilizar bem os recursos" disponíveis e "lançar as sementes de uma economia mais próspera e mais justa", com um Estado "em condições de assegurar" as suas funções sociais mais importantes.

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Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?